Tema:
Portuga de 40 e tal anos, mal sucedido na vida, de nome Joaquim Fernando ou Jacinto Alves, ou mesmo Albano e Casimiro (emprego chato e uma família ranhosa)
Análise:
Parte I
Este homem é um ícone dos nossos tempos! Em termos físicos, destaca-se dos outros animais pela sua forte pujança física… a sua grande barriga, tratada com o maior carinho e orgulho, a quantidade industrial de pelos no peito que faz com que o Toni Ramos pareça uma menina (não vamos ser intriguistas e entrar neste campo de meninas com pelos… isso fica para a próxima… mas há pano para mangas), o seu belo bigodinho farfalhudo, que certas vezes parece que uma selva ou um local de criação de sei lá quais bichos e que penso que nós não temos muita curiosidade em descobrir. O portuga distingue-se ainda pela sua grande cabeleira com cerca de 20 cabelos e que quando vai ao barbeiro diz mais uma piece de resistence: tenha cuidado, só tenho estes! Há sempre a bela da unha do mindinho. Nós como queremos que um dia num acto de loucura, vocês leitores, voltem a ler este blog, ou simplesmente a passar os olhos por ele, não vamos entrar em promenores sobre a história da unha do mindinho e nós próprios queremos continuar a dormir e alimentarmo-nos como deve ser sem pensamentos e imagens terríveis como as apresentadas numa série como os morangos.Parte II
Em termos intelectuais, há quem pense que este espécime tem o Qi de um cão. Daí ser um animal de hábitos. O portuga típico exibe-se como um Casanova. Saindo do seu grande emprego (2 coisas: nunca trabalho que isso é ofensivo e os médicos dizem fazer mal e o seu grande emprego vai desde mecânico a homem da distribuição da Unicer), cheirando a cavalo, com a camisa desabotoada até ao umbigo, com aquela manta de pelos a envolver-lhe aquela coisa flácida a que chamam peito, com o cabelo penteado para trás à Toni Brilhantina e o seu andar estiloso (parecendo que sofrem de uma doença traumática ou muitas vezes parecem que têm uma série de objectos enfiados no recto), tiram o pente do bolso (ainda me vão explicar duas coisas e agradecia que me satisfizessem a minha curiosidade, porque é que o homem anda com um pente no bolso constantemente quando cheira que nem um cão abandonado, não será o cabelo que irá fazer dele melhor coisa. Sim, sabemos que é um acessório mas… E como outra questão, porque é que andam sempre com um lenço de pano no bolso… Bem as mulheres podem ser difíceis, mas andar a lavar lenços de pano é uma daquelas coisas que faz ter um respeito pelas mulheres de uma dimensão enorme) e passam pelas mulheres e pensam a todo o momento que estão a ser cobiçados pelas mesmas ou então lançam aquelas pérolas de sabedoria que devem passar de pais para filhos como o: Ó febra, queres vir deitar-te na brasa… ou pérola queres vir ao ourives… e mais daquelas coisas que faz sentir um arrepio na espinha de qualquer mulher!!
Parte III
Como pai, não é extremoso, mas preocupa-se com os filhos ao ponto de quando para eles atingirem a maior idade (nos rapazes 13 anos, nas raparigas 47 anos) levar os rapazes a uma casa especial e com as raparigas choram que nem crianças quando elas casam ou quando vêem o gabiru que vai casar com elas e que anda a tocar na sua menina. São também notáveis os seus dons de oratória que fazem com que não ganhemos um novo respeito por ele.
Como marido, faz-se na rua de mandão e diz que faz e acontece. Que a Maria está sempre a chatear e que depois ele lá tem que mostrar quem manda. Chegados a casa a musica toca de maneira diferente e amansam logo, sentam-se no sofá, perguntam o que é o jantar, muito mansos ouvem da mulher que ele é assim ou assado até elas repararem que eles não estão a ouvir nada e estão mais interessados no peito da apresentadora do programa da hora do jantar e ela repara que não vale a pena estar a gastar o latim com ele. Vai para a mesa, não janta quase nada e a mulher volta a refilar que anda a encher a mula com cerveja e depois ela anda a fazer de jantar para quem? Ele cala-se pois isto somos muito heróis lá fora mas em casa é lei marcial. Quando chega a casa à noite já tocado e em pés de lã vai para a cama e mais um dia passou. Deita-se, a mulher está já na cama. Despe-se, não tira as meias pois é um hábito e ele é um animal de hábitos e parecendo que não, ir para a cama com meias traz uma nova sensualidade a este homem… Vira-se para a mulher e dá-lhe uns beijinhos, ela diz que hoje não, o carinho que até então estava a demonstrar torna-se numa birra (normal… uma pessoa trabalha e quando chega a casa de noite nem tem um prémio de consolação). Mas olhando bem para a peça, a mulher tem mais que razão… eu não me deitava com ele! =)

Tese:
Todos nós devíamos sonhar ser como este típico homem. Exemplo para os mais novos, trauma para os mais velhos…

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