sábado, 1 de setembro de 2007

O Portuga, um animal em vias de extinção!

Bem, nós não sabíamos muito bem o que escrever e então veio-nos à ideia que podíamos falar sobre o homem… tendo em conta que tudo indica para que sejamos homens, pensamos que temos bases para falar sobre este animal fantástico. Mas isto poderá não ser tão fácil quanto parece. Falar apenas do homem pode não ser nada de jeito (uma das coisas mais verídicas que nós já vimos). Mas estava na rua hoje e comecei a observar aquela coisa a que chamam portuga.

Tema:

Portuga de 40 e tal anos, mal sucedido na vida, de nome Joaquim Fernando ou Jacinto Alves, ou mesmo Albano e Casimiro (emprego chato e uma família ranhosa)

Análise:

Parte I

Este homem é um ícone dos nossos tempos! Em termos físicos, destaca-se dos outros animais pela sua forte pujança física… a sua grande barriga, tratada com o maior carinho e orgulho, a quantidade industrial de pelos no peito que faz com que o Toni Ramos pareça uma menina (não vamos ser intriguistas e entrar neste campo de meninas com pelos… isso fica para a próxima… mas há pano para mangas), o seu belo bigodinho farfalhudo, que certas vezes parece que uma selva ou um local de criação de sei lá quais bichos e que penso que nós não temos muita curiosidade em descobrir. O portuga distingue-se ainda pela sua grande cabeleira com cerca de 20 cabelos e que quando vai ao barbeiro diz mais uma piece de resistence: tenha cuidado, só tenho estes! Há sempre a bela da unha do mindinho. Nós como queremos que um dia num acto de loucura, vocês leitores, voltem a ler este blog, ou simplesmente a passar os olhos por ele, não vamos entrar em promenores sobre a história da unha do mindinho e nós próprios queremos continuar a dormir e alimentarmo-nos como deve ser sem pensamentos e imagens terríveis como as apresentadas numa série como os morangos.



Parte II

Em termos intelectuais, há quem pense que este espécime tem o Qi de um cão. Daí ser um animal de hábitos. O portuga típico exibe-se como um Casanova. Saindo do seu grande emprego (2 coisas: nunca trabalho que isso é ofensivo e os médicos dizem fazer mal e o seu grande emprego vai desde mecânico a homem da distribuição da Unicer), cheirando a cavalo, com a camisa desabotoada até ao umbigo, com aquela manta de pelos a envolver-lhe aquela coisa flácida a que chamam peito, com o cabelo penteado para trás à Toni Brilhantina e o seu andar estiloso (parecendo que sofrem de uma doença traumática ou muitas vezes parecem que têm uma série de objectos enfiados no recto), tiram o pente do bolso (ainda me vão explicar duas coisas e agradecia que me satisfizessem a minha curiosidade, porque é que o homem anda com um pente no bolso constantemente quando cheira que nem um cão abandonado, não será o cabelo que irá fazer dele melhor coisa. Sim, sabemos que é um acessório mas… E como outra questão, porque é que andam sempre com um lenço de pano no bolso… Bem as mulheres podem ser difíceis, mas andar a lavar lenços de pano é uma daquelas coisas que faz ter um respeito pelas mulheres de uma dimensão enorme) e passam pelas mulheres e pensam a todo o momento que estão a ser cobiçados pelas mesmas ou então lançam aquelas pérolas de sabedoria que devem passar de pais para filhos como o: Ó febra, queres vir deitar-te na brasa… ou pérola queres vir ao ourives… e mais daquelas coisas que faz sentir um arrepio na espinha de qualquer mulher!!



Parte III

Como pai, não é extremoso, mas preocupa-se com os filhos ao ponto de quando para eles atingirem a maior idade (nos rapazes 13 anos, nas raparigas 47 anos) levar os rapazes a uma casa especial e com as raparigas choram que nem crianças quando elas casam ou quando vêem o gabiru que vai casar com elas e que anda a tocar na sua menina. São também notáveis os seus dons de oratória que fazem com que não ganhemos um novo respeito por ele.
Como marido, faz-se na rua de mandão e diz que faz e acontece. Que a Maria está sempre a chatear e que depois ele lá tem que mostrar quem manda. Chegados a casa a musica toca de maneira diferente e amansam logo, sentam-se no sofá, perguntam o que é o jantar, muito mansos ouvem da mulher que ele é assim ou assado até elas repararem que eles não estão a ouvir nada e estão mais interessados no peito da apresentadora do programa da hora do jantar e ela repara que não vale a pena estar a gastar o latim com ele. Vai para a mesa, não janta quase nada e a mulher volta a refilar que anda a encher a mula com cerveja e depois ela anda a fazer de jantar para quem? Ele cala-se pois isto somos muito heróis lá fora mas em casa é lei marcial. Quando chega a casa à noite já tocado e em pés de lã vai para a cama e mais um dia passou. Deita-se, a mulher está já na cama. Despe-se, não tira as meias pois é um hábito e ele é um animal de hábitos e parecendo que não, ir para a cama com meias traz uma nova sensualidade a este homem… Vira-se para a mulher e dá-lhe uns beijinhos, ela diz que hoje não, o carinho que até então estava a demonstrar torna-se numa birra (normal… uma pessoa trabalha e quando chega a casa de noite nem tem um prémio de consolação). Mas olhando bem para a peça, a mulher tem mais que razão… eu não me deitava com ele!
=)



Tese:

Todos nós devíamos sonhar ser como este típico homem. Exemplo para os mais novos, trauma para os mais velhos…

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